Como esta história dos blogs está na moda, resolvi tentar fazer o meu próprio blog. O único problema era o tema... de que raio é que eu havia de falar no blog? Pensei, e pensei, e pensei... e depois de tanto pensar, a única ideia que surgiu foi... nada...
sábado, maio 12, 2012
quinta-feira, abril 05, 2012
"[...] não achou o silêncio incómodo. Na realidade, achou-o bastante agradável. Uma centena de anos atrás, tinha sido uma das razões por que sabia que a amava verdadeiramente - a maneira como se sentia quando o silêncio se abatia sobre eles. Gostava da companhia dela quando conversavam e riam, mas não havia nenhuma diferença quando ela não dizia nada. Adorava sentar-se com ela em silêncio na varanda da casa dela ou passear pelos bosques ou deitarem-se à beira do lago. Ter o corpo dela ao lado do seu - ou a mão na sua - já lhe bastava."
by Daniel Silva, in O Espião Improvável
by Daniel Silva, in O Espião Improvável
sábado, março 24, 2012
Como seria noticiada hoje em Portugal a história do Capuchinho Vermelho
TELEJORNAL RTP1
"Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... mas a actuação de um caçador evitou uma tragédia"
JORNAL DA NOITE – SIC
"Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz... o Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!"
JORNAL NACIONAL – TVI
"... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da actual governação portuguesa."
CORREIO DA MANHÃ
"Governo envolvido no escândalo do Lobo"
JORNAL DE NOTICIAS
"Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho"
Revista MARIA
"Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama"
LUX
"Na cama com o lobo e a avó"
EXPRESSO
Legenda da foto: "Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador".
Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
PÚBLICO
"Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS"
O PRIMEIRO DE JANEIRO
"Sangue e tragédia na casa da avozinha"
CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte:
Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa.
Pinguim
Uma loira acorda, chega ao quintal e depara-se com um pinguim no seu jardim.
Ao mesmo tempo, olha para o lado, vê o seu vizinho e diz:
- Já viu o que está aqui? Um pinguim! O que é que eu faço?
O vizinho responde:
- Não sei! Olhe, leve-o ao Jardim Zoológico.
No dia seguinte, o vizinho olha para a casa da loira e vê-a a sair com o pinguim preso com uma coleira e pergunta:
- Então, não levou o pinguim ao Jardim Zoológico?
A loira:
- Levei.... Gostou muito! Hoje vai ao Oceanário.
Terapia de grupo
Quatro pacientes estão reunidos no consultório.
O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua actividade e que comentem porque a exercem.
O primeiro diz:
- Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.
O segundo apresenta-se:
- Chamo-me Ângelo. Sou arquitecto porque me preocupa a qualidade de vida das pessoas e como vivem.
A terceira diz:
- Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro mamas e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.
Faz-se um silêncio...
Então o Alentejano diz:
- Sou o Manel Joaquim e até há pouco achava que era pedreiro, mas acabo de descobrir que sou lésbica...
sexta-feira, março 02, 2012
sábado, fevereiro 18, 2012
Meaning of Live
Would you tell me your name if I tell you mine?
Would you give me your life if I dare to try?
Would you find me again if I make you cry?
Would you marry me if I ask two times?
Would you give me your heart only for one night
Would we dance in the rain under the same light
Would we play different roles just to live two lives?
Would you smile again if I stop the time
Would you marry me if I ask you twice?
And if you still have doubts I can ask three times
Would our love be unique both of us unite
Would we sleep side by side, never say goodbye?
The Gift
Would you give me your life if I dare to try?
Would you find me again if I make you cry?
Would you marry me if I ask two times?
Would you give me your heart only for one night
Would we dance in the rain under the same light
Would we play different roles just to live two lives?
Would you smile again if I stop the time
Would you marry me if I ask you twice?
And if you still have doubts I can ask three times
Would our love be unique both of us unite
Would we sleep side by side, never say goodbye?
The Gift
sábado, fevereiro 11, 2012
Amantes
O marido está para fora, em trabalho, de modo que tem a tarde toda livre, sem os constrangimentos habituais. Vestiu-se com cuidados de amante, preocupada com todos os pormenores. Demorou uma eternidade a escolher a roupa, depois de ter ido ao cabeleireiro cortar o cabelo, arranjar as unhas. Leva uma saia azul-escura, uma camisa branca, sapatos que a fazem mais alta, mais segura de si. Sente-se atraente, feliz, com a expectativa de um dia diferente. Vai desligar o telemóvel, prometeu a si própria um dia diferente, como se fosse livre, como se ele fosse livre, como se não tivessem de ser secretos, vivessem um para o outro e não houvesse nada a separá-los.
Caminha pela rua, atenta às falhas na calçada, armadilhas para os saltos altos. Esconde os olhos atrás de uns grandes óculos de sol, para poder disfarçar no caso de se cruzar com alguém conhecido. Hoje não quer falar com ninguém, não quer lembrar-se de que não tem a vida que sonhou. Ainda gosta do marido, mas a paixão perdeu-se na rotina, o entusiasmo esfumou-se nos anos, nos projectos que ficaram pelo caminho. Em contrapartida, o homem que a espera consegue fazê-la sonhar. Ele é mais velho, advogado de sucesso, família exemplar. Ela gostava de ter filhos, gostava de ter um com ele. Ele já tem três. Gostava de o ter só para si, de recomeçar tudo a seu lado, de não o ter no segredo dos quartos de hotel.
Ele está sentado no balcão, no restaurante, a tomar uma bebida. Reservou uma mesa e dá uma vista de olhos na ementa enquanto espera que ela chegue. Tem uma inquietação latente, que vai crescendo de dia para dia, à medida que a vai conhecendo melhor e se sente mais preso a ela. No início era só uma mulher mais nova, bonita, nada de sério, mas agora ocupa-lhe o pensamento a cada momento. Precisa dela, precisa de fugir entre reuniões para os seus encontros furtivos.
Quando ela entra, ele levanta-se para a receber. Os olhos do restaurante viram-se para ela, mas não repara, concentrada nos dele, azuis, encantadores. Sorriem um ao outro. Estás à espera há muito tempo?, pergunta-lhe. Parece-me sempre muito tempo, responde ele.
Sentam-se à mesa, pedem vinho, ele espreita-a concentrada na ementa. É tão bonita, pensa, como se fosse uma oportunidade única de ser feliz novamente. Ama os filhos, mas o casamento tornou-se uma prisão. Ela surpreende-o a observá-la, sorri. Nesse instante vem-lhe à ideia uma certeza: um dia vou perdê-la e não poderei fazer nada para o evitar. Um dia, ela vai desinteressar-se do pouco que temos. Ela pressente-lhe uma preocupação e pergunta-lhe o que foi? Nada, diz ele, sorrindo para afastar a nuvem negra. Ela volta a baixar os olhos para a ementa, preocupada também, a pensar que um dia ele vai voltar para a mulher, para a família, vai esquecê-la. Estão apaixonados, felizes, mas a caminho de nada.
Tiago Rebelo
Caminha pela rua, atenta às falhas na calçada, armadilhas para os saltos altos. Esconde os olhos atrás de uns grandes óculos de sol, para poder disfarçar no caso de se cruzar com alguém conhecido. Hoje não quer falar com ninguém, não quer lembrar-se de que não tem a vida que sonhou. Ainda gosta do marido, mas a paixão perdeu-se na rotina, o entusiasmo esfumou-se nos anos, nos projectos que ficaram pelo caminho. Em contrapartida, o homem que a espera consegue fazê-la sonhar. Ele é mais velho, advogado de sucesso, família exemplar. Ela gostava de ter filhos, gostava de ter um com ele. Ele já tem três. Gostava de o ter só para si, de recomeçar tudo a seu lado, de não o ter no segredo dos quartos de hotel.
Ele está sentado no balcão, no restaurante, a tomar uma bebida. Reservou uma mesa e dá uma vista de olhos na ementa enquanto espera que ela chegue. Tem uma inquietação latente, que vai crescendo de dia para dia, à medida que a vai conhecendo melhor e se sente mais preso a ela. No início era só uma mulher mais nova, bonita, nada de sério, mas agora ocupa-lhe o pensamento a cada momento. Precisa dela, precisa de fugir entre reuniões para os seus encontros furtivos.
Quando ela entra, ele levanta-se para a receber. Os olhos do restaurante viram-se para ela, mas não repara, concentrada nos dele, azuis, encantadores. Sorriem um ao outro. Estás à espera há muito tempo?, pergunta-lhe. Parece-me sempre muito tempo, responde ele.
Sentam-se à mesa, pedem vinho, ele espreita-a concentrada na ementa. É tão bonita, pensa, como se fosse uma oportunidade única de ser feliz novamente. Ama os filhos, mas o casamento tornou-se uma prisão. Ela surpreende-o a observá-la, sorri. Nesse instante vem-lhe à ideia uma certeza: um dia vou perdê-la e não poderei fazer nada para o evitar. Um dia, ela vai desinteressar-se do pouco que temos. Ela pressente-lhe uma preocupação e pergunta-lhe o que foi? Nada, diz ele, sorrindo para afastar a nuvem negra. Ela volta a baixar os olhos para a ementa, preocupada também, a pensar que um dia ele vai voltar para a mulher, para a família, vai esquecê-la. Estão apaixonados, felizes, mas a caminho de nada.
Tiago Rebelo
domingo, fevereiro 05, 2012
Wish You Were Here
I can be tough
I can be strong
But with you, it's not like that at all
There's a girl
who gives a shit
behind this wall
You've just walked through it
And I remember, all those crazy things you said
You left them riding through my head
You're always there, you're everywhere
But right now I wish you were here.
All those crazy things we did
Didn't think about it, just went with it
You're always there, you're everywhere
But right now I wish you were here
Damn, Damn, Damn,
What I'd do to have you
here, here, here
I wish you were here.
Damn, Damn, Damn
What I'd do to have you
near, near, near
I wish you were here.
I love the way you are
It's who I am, don't have to try hard
We always say, say like it is
And the truth is that I really miss
All those crazy things you said
You left them riding through my head
You're always there, you're everywhere
But right now I wish you were here.
All those crazy things we did
Didn't think about it, just went with it
You're always there, you're everywhere
But right now I wish you were here
Damn, Damn, Damn,
What I'd do to have you
here, here, here
I wish you were here.
Damn, Damn, Damn
What I'd do to have you
near, near, near
I wish you were here.
by Avril Lavigne
domingo, dezembro 25, 2011
sábado, dezembro 24, 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Fico assim sem você
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu, assim, sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu, assim, sem você...
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu, assim, sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu, assim, sem você...
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração...
Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...
Porquê? Porquê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu, assim, sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu, assim, sem você...
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...
Adriana Calcanhoto
quinta-feira, dezembro 08, 2011
quarta-feira, dezembro 07, 2011
A dedicação à pessoa que amamos, a nossa preocupação com ela, com o seu bem-estar, com a sua felicidade, o tempo que gastamos a pensar nela ao longo do dia, a necessidade de falar com ela, de fazer amor com ela, de lhe aparecer de surpresa e ver os seus olhos brilharem de alegria, de lhe ver um sorriso, de lhe consolar uma tristeza, de a fazer feliz, a entrega sem reservas a essa pessoa torna-a no centro da nossa vida. Se a perdemos, a nossa vida dissipa-se nesse desaire.
Uma Noite em Nova Iorque, Tiago Rebelo
Uma Noite em Nova Iorque, Tiago Rebelo
domingo, novembro 13, 2011
domingo, novembro 06, 2011
A Fábula do Porco-espinho
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram!
Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.
sexta-feira, novembro 04, 2011
Poesia Matemática
Quem 60 ao teu lado e 70 por ti,
vai certamente rezar 1/3
para arranjar 1/2
de te levar para 1/4
e ter a coragem de te dizer:
20 comer!!!
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